domingo, 22 de novembro de 2009

Menta e tabaco

Menta e tabaco.
Pelo primeiro, me orgulho;
pelo segundo, me mato.
Menta e tabaco.

Menta e tabaco.
Está escuro como um breu,
parece que caí em um buraco.
Menta e tabaco.

Mentabaco.
Que beijo é esse que me mordeu?
Morreu o sonho e ficou o fato.
Mentabaco.

Mentabaco:
fusão do quente, com o frio meu:
a sua essência no meu palato.
Mentabaco.

Menta-baco.
Perdi meu norte, que aconteceu?
Perdi minha roupa, sou puro tato:
Menta-baco.

Menta-baco.
Meu corpo forte, ali morreu,
meu devaneio, ficou no espaço.
Menta e tabaco.

6 comentários:

  1. o ideal seria ficar com o tataba. o equilíbrio

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  2. quepoesiairada!
    adoreiessetroçodeescrevertudojunto!
    devedarummontedepalavrassubliminaresquevocêdemoraprapercebermasestãolá.
    aqueleabraço!

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  3. da poesia anterior tb... foi isso que eu quis dizer...

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  4. Lets, musa inspiradora desta poesia.

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